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Liguei para minha mãe: “quero convida-la para jantar fora. Só nós dois. Que tal?” Depois de uns segundos, ela disse: “Eu gostaria, sim…”

Na sexta-feira, quando cheguei lá, vi que minha mãe estava radiante, com um lindo sorriso. Esperava-me na frente de casa, usando seu lindo casaco, com os cabelos bem penteados e com o vestido que usou no seu último aniversário de casamento.

Ao entrar no carro ela disse: “Eu falei para minhas amigas que tinha um encontro com meu filho hoje à noite e elas ficaram muito contentes por mim!”.

À entrada do restaurante, minha mãe segurou meu braço e parecia a Primeira Dama!

Depois de nos acomodarmos, pedi que escolhesse o que quisesse. Ela me pediu que lesse o menu: “Meus olhos já não são o que eram”, disse ela.

Enquanto eu lia o cardápio, percebi que ela me olhava com uma expressão nostálgica. “Quando você era criança, era eu quem lia o menu.”

Respondi: “Então, agora, me deixe retornar o favor, mamãe”, disse eu.

Passamos momentos ótimos, em agradável conversa, simplesmente falando sobre como estavam indo nossas vidas e nos esquecemos do tempo.

“Eu aceito outro convite seu, mas só se você me deixar pagar da próxima vez!”, ela disse.

Quando eu a deixei em casa, lamentei de verdade despedir-me dela. Dei-lhe um abraço e um beijo, e disse-lhe o quanto eu a amava.

Alguns dias mais tarde, minha mãe faleceu de um ataque cardíaco. Foi muito rápido e não houve nada que pudesse ser feito.

Pouco tempo depois, recebi uma carta do restaurante onde nós jantamos, que dizia o seguinte: “Tenho certeza de que não estarei aqui para um próximo encontro. Entretanto, você e sua preciosa esposa podem ter ótimos momentos juntos aqui como nós os tivemos. Seu próximo jantar com ela já está pago e eu apenas quero que você saiba o quanto aquele encontro significou para mim. Com amor, Mamãe”.

Naquele instante, entendi o quanto é importante que as mães saibam que as amamos, e que lhes dedicamos tempo suficiente. Não sabemos por quanto tempo as teremos por perto. Mas sabemos o quanto elas são importantes para as nossas vidas!

Se você ainda tem sua mãe, valorize-a. Se ela já partiu, recorde-a. Tempo é algo que jamais volta. Você pode simplesmente ligar para sua mãe se ainda não a cumprimentou pelo seu dia, pelo Dia das Mães.

“Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera” (Provérbios 31.28-29).

(Extraído dos arquivos do Pr. Olney Basílio Silveira Lopes. Adaptado de um texto de autor desconhecido)

Pr. Celso Lopes

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