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Segundo John Murray, teólogo escocês do Século XIX, a soberania de Deus “refere-se à Sua autoridade, ao Seu domínio e ao Seu governo absoluto sobre toda a realidade distinta dEle mesmo, existente no âmbito da natureza e da graça.”

Portanto, no próprio ser de Deus já está implícita a Sua soberania e consequentemente Sua autoridade, no grego, exousia; cujo sentido se refere ao direito de mandar, poder de escolha, liberdade de fazer como lhe agrada.

A Bíblia exalta a soberania do Deus Pai e a soberania do Senhor Jesus Cristo, o filho, testificando a divindade do filho.

Ao estudarmos o Livro de Jó, identificamos facilmente a soberania de Deus. Esse livro está cheio de sabedoria, revelações e verdades espirituais que se colocadas em prática, fornece ao crente uma vida plena e abundante no SENHOR. Logo nos primeiros capítulos podemos facilmente notar a soberania de Deus e Sua plena liberdade de provar a Jó, sendo exaltado sobre Satanás, nosso adversário cruel.

Jó é descrito pelo próprio Criador como: “[...] um homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” (Jó 1.8c)

Durante um diálogo entre Deus e Satanás, Deus lhe pergunta: “Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal” (Jó 1.8). Satanás, com sua prepotência responde ao Soberano dizendo que Jó O temia por interesse, por causa das grandes bênçãos materiais que Deus lhe dava. Satanás identificou uma sebe (cerca viva de proteção) ao redor de Jó, fato evidente da proteção de Deus ao Seu servo.

Em seguida Satanás faz a Deus a seguinte sugestão: “Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face” (Jó 1.11). E o Deus soberano aceita a sugestão do inimigo e coloca Jó sob o seu poder; e assim, os capítulos seguintes relatam como Satanás investe furiosamente contra o imaculado servo de Deus.

Notamos no livro que quem estabelece as regras e os limites das provações e tentações lançadas sobre Jó, é o Soberano, não Satanás: "[...] somente contra ele não estendas a mão".

Portanto, a soberania de Deus é um atributo que pertence somente a Ele, por isso, independentemente das lutas e provações que porventura estejamos passando, devemos exaltar Sua soberania, Sua majestade, Sua misericórdia em nos manter vivos e assim, como Judas, não o Iscariotes, devemos proclamar: “[...] ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!”. (Judas 25)

Pr. Celso Lopes

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